terça-feira, 20 de outubro de 2009

Telhado




                               Estou às voltas com a construção de um telhado aqui na minha casa! Vem chegando época de chuvas e, como bom brasileiro que sou, fui adiando a obra até não poder mais; já até perdi uns dias por conta das tais chuvas que já anunciam mais um verão de tempestades e ventos que acalentam mas também assustam quando trazem consigo desabamentos, enchentes, destelhamentos...
                              Enfim lá está o alto da minha casa tomando ares de casa protegida e preparada para enfrentar alguns verões sem goteiras, sem infiltrações, sem amolação de arrastação de móveis. Escolhi telhas coloniais porque são as que mais me lembram as casinhas típicas de interior e sempre fica um cheirinho de barro quando molhadas pela chuva, principalmente nas partes onde ficarão aparentes. Pedi também que fosse feita uma extensão para que avançasse um pouco para o quintal e a varanda para que as bicas d'água de suas calhas ficassem longe das portas e janelas, evitando entrada de água já que sempre mantenho abertas, como boa casa de interior.
                             Parecem franjas de tão certinhas e pelo charme que deram para a minha velha casa. Aliás, essa casa parece mesmo é obra de igreja! Nunca tive pressa em acabar e acho que a construção da casa é mesmo como a própria contrução da vida da gente: nunca acaba! Vai-se acrescentando cômodos e arremates, mudam-se as cores das paredes e das portas, inventa-se sempre um cantinho a mais para se colocar qualquer coisa, tipo badulaques acumulados e sem serventia mas que achamos que uma hora terão um uso qualquer! Começo a obra e às vezes interrompo para fazer uma viagem, ou comprar umas outras coisas, ou mesmo por falta de grana ou mesmo de paciência para tocar a obra!
                           E a poeira ataca a rinite, se acumula no pelo do Ravi (um cachorro, novo xodó da casa), suja o chão e carrega pegadas prá lá e prá cá no vai e vem de toda a casa! Como a parte que está praticamente pronta é a cobertura de um mezanino que tenho no meu quarto e que ficará aparente, já penso em encomendar novos origames para o Orlando para enfeitar pendurucalhos que gosto de admirar no balanço dos ventinhos das tardes! Já tenho também o sino, presente do mesmo amigo que me lembra das coisas de Minas, coisas de artesanato mineiro!
                          Espero muito que a cumeeira arremate meus sonhos e proteja minha casa, minha família e amigos que a frequentam. Ainda conviverei por alguns dias com o barulho e a sujeira da obra; mas sei que logo terei a tranquilidade e a limpeza para curtir por tantos outros verões chuvosos e pelos outonos de meus dias. 

3 comentários:

Fátima Cerqueira disse...

Já não preocupo com o telhado, o meu é tão distante.Penso nas suas preocupações óbvias como goteiras e estendê-lo, para que proteja suas portas abertas. Um homem precisa de ter a cabeça protegida e , é assim, que o sinto neste momento. Acochegado ao seu lar.

Barco de Papel disse...

meu irmãozinho MARCELININHO!!,......toda vez que abro seu blog, insisto em ler seu mais delicado comentário a meu respeito,e êle têm sido,claro, nesses dias de minhas angústias tal qual ao vinho que tomamos juntos , fazendo-me aflorar a mais abissal das minhas emoções,com relação ao encantamento de suas afirmativas!!!
vim aqui para agradecer-lhe por mais essa adesão à solidariedade,essa que nos unifica,alicerçada por tres décadas de nosso afeto!
amei sua crônica sobre "o telhado"porq me vejo incorporada na história sequencial das obras de seu sagrado templo que descreve o cenário acolhedor de sua adorável casa!
meu amigo ,que embora muito moço é a parte mais antiga ,e ja tombada das minhas mais complexas emoções!
te amarei sempre!

Barco de Papel disse...
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